O LUGAR DA POPULAÇÃO NEGRA E SUAS EPISTEMES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS HUMANAS DO ENSINO MÉDIO
DOI:
https://doi.org/10.25190/n8qajk51Keywords:
Livro Didático, População negra, Decolonialidade, EurocentrismoAbstract
A educação como uma prática decolonial e como instrumento de superação do racismo é uma temática que carrega consigo uma tarefa de ruptura e quebra de paradigmas. Questões que associadas ao livro didático são potencializadas, dado que o LD (livro didático) é este instrumento mais acessível e presente nos diversos contextos brasileiros. Transcorridos vinte quatro anos da lei nº 10.639 de janeiro de 2003 e demais instrumentos legais que emanaram desta lei, uma educação decolonial e a desconstrução do racismo se mostram como mecanismo vitais para construção de uma sociedade ética e cujas diferenças sejam vistas de fato como diferença e não como desigualdades. A partir de uma revisão de literatura e uma análise documental se evidenciou que o LD traz diversos elementos que podem contribuir para a decolonialidade e desconstrução do racismo. O livro didático analisado traz uma sequência de recursos imagéticos que contribuem para essa prática bem como textos e epistemes não europeias indo contra essa dimensão eurocêntrica. A pesquisa indica que o alcance do LD nas mais diversas camadas sociais, lugares de difícil acesso, fazem dele um instrumento potencializador de transgressão e mudança de paradigmas em vista de uma construção axiológica que zele pela alteridade e dignidade humana de modo profícuo.
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