IMPACTOS DO ESTRESSE E BURNOUT NA SAÚDE MENTAL DE PROFISSIONAIS DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.25191/recs.v10i1.1498Palavras-chave:
Burnout, Terapia intensiva, Saúde mentalResumo
As unidades de terapia intensiva (UTIs) atendem, principalmente, pacientes em estado crítico, com doenças graves ou alto risco de complicações. Essas instalações possuem tecnologias e terapias sofisticadas, bem como profissionais altamente qualificados, como médicos, enfermeiros e terapeutas gravidade das condições enfrentadas pelos profissionais de saúde nessas unidades, onde a responsabilidade por pacientes gravemente enfermos, somada à pressão constante, favorece o desenvolvimento de esgotamento emocional e físico. Este trabalho teve como objetivo analisar a literatura científica existente para identificar os principais achados sobre os efeitos do estresse ocupacional e da síndrome de burnout na saúde mental desses profissionais. Consistiu-se em uma revisão integrativa da literatura, que permite a síntese de estudos publicados, fornecendo uma visão abrangente sobre o tema. As bases de dados PubMed e SciELO foram utilizadas, com a seleção de artigos publicados nos últimos 10 anos que abordaram os efeitos mencionados, excluindo-se revisões e artigos conceituais. Foram analisados 10 estudos que atenderam aos critérios de inclusão, resultando em uma amostra relevante para o tema proposto. Os profissionais de UTIs, especialmente enfermeiros e fisioterapeutas, são altamente suscetíveis à síndrome de burnout, com prevalências elevadas de esgotamento emocional e despersonalização. Fatores como a pandemia de COVID-19, carga de trabalho excessiva e falta de suporte psicológico agravam o cenário. Os estudos analisados indicam que a síndrome de burnout está fortemente associada a condições de trabalho estressantes e a uma deterioração da qualidade de vida dos profissionais de saúde, sugerindo a necessidade de intervenções focadas na saúde mental. Estratégias como o engajamento no trabalho e o suporte psicológico foram mencionadas como formas potenciais de mitigar os impactos negativos do burnout. Os resultados apontaram para a urgência de medidas institucionais que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis e políticas de suporte à saúde mental, a fim de reduzir os efeitos devastadores do burnout e melhorar a qualidade do atendimento nas UTIs.
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